O Jornal O Fato do Vale e sua Tecnologia de Impressão 28/03/2008
Posted by danielbohn in História das Mídias.Tags: campo bom, jornal, o fato do vale
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Tudo iniciou em 1975, quando Flávio Fischer, Reme Blos, Paulo Pereira e Karl Kopittke (este já com passagem por jornais de Porto Alegre), resolveram criar um novo periódico com no Vale, com matérias cobrindo as cidades de Sapiranga e Campo Bom. Os diretores ficaram pouco mais de três anos no comando do jornal, passando-o para as mãos de Ubiratan dos Santos, que o dirigiu até 31 de agosto de 1979. Em 1º de setembro de 1979, assumiu a direção do Jornal O Fato, o jornalista Joelci Luiz Mello, que veio para Campo Bom a convite do então prefeito Nestor Fips Schneider.
Estava previsto que o periódico não iria mais circular por problemas financeiros, mas foi dada a volta por cima. Com a nova direção, passou-se a editar um jornal totalmente voltado para os interesses comunitários, apenas com notícias que envolvessem a cidade de Campo Bom. Esta, uma determinação seguida ainda hoje. Os atuais diretores do jornal O Fato são Evanir Eloísa Martini, na área comercial, e Joelci Luiz Mello na área de jornalismo. A sede, inicialmente na Rua Carlos Cerino Feltes, hoje está localizada na Rua dos Andradas, 203, centro de Campo Bom.
Ao longo dos anos o jornal passou por várias modificações. No início, toda a montagem, confecção dos fotolitos e impressão eram terceirizados. Somente as matérias e reportagens eram formuladas pelos funcionários, que as enviavam para uma empresa responsável pelas próximas etapas. Em 1987 foram adquiridos equipamentos para edição e composição de fotolitos, o que proporcionou maior qualidade gráfica ao periódico. Em janeiro de 1998 uma inovação agradou assinantes e anunciantes: surgiu a impressão colorida na capa e contracapa. Hoje, com a evolução e informatização do sistema de trabalho, somente a impressão é realizada por uma gráfica instalada em Caxias do Sul.
O Fato possui uma largura de página de 26 cm, altura de 36 cm e 6 colunas de 4 cm. Os arquivos são impressos em uma resolução de 200 dpi’s.
A tiragem atual é de cinco mil exemplares, sendo que 90% da circulação é feita pelo sistema de assinatura e pelo convênio com empresas locais. Os 10% restantes são oferecidos à venda em supermercados e bancas, ao custo de R$1,20. Os assinantes recebem o periódico em suas casas, todas as sextas-feiras.
É curioso pensar que a cento e poucos anos atrás não era possível sequer reproduzir uma fotografia por impressão. Um jornal com uma demanda tão baixa e um raio de cobertura tão pequeno, capaz de organizar-se sozinho para emitir um produto de qualidade comparável à de grandes agências era impensável. Quê se dirá, então, dos outros meios de comunicação… Mesmo que não se utilize de ferramentas de ponta, O Fato do Vale não deixa o seu público a desejar. Só mesmo a tecnologia crescente do ramo da comunicação para permitir esse fenômeno.
Acredito que o semanário estudado adota uma tecnologia compatível com sua demanda e com seus objetivos, pois possui um sistema que permite a edição, montagem e confecção do fotolito na própria empresa, necessitando de serviços terceirizados somente para a impressão, além de sua tiragem ser pequena. Seu layout e conteúdo cobrem as necessidades do público alvo principal, na sua maioria pessoas das classes B e C, empregados de fábricas da região. Para um conhecimento mais aprofundado dos acontecimentos no estado, a população recorre a jornais mais populares, tais como Jornal NH, Correio do Povo, Diário Gaúcho e Zero Hora.
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