Web: complemento às mídias tradicionais ou ameaça? 17/06/2008
Posted by danielbohn in História das Mídias.Tags: jornal, rádio, televisão, tv, web
add a comment
Quando uma nova tecnologia de comunicação surge causando uma revolução em nível mundial, de todos os lados brotam especulações sobre a extinção dos meios antigos para a adoção dos modernos. Foi assim já na invenção do rádio, da TV e, mais recentemente, da Internet. De fato, são muitas as vantagens em relação aos anteriores, porém todos continuaram existindo. Por que será então que esta questão tem ganhado tamanha relevância atualmente?
Antes de analisá-la é importante ressaltar toda a trajetória pela qual a história da comunicação passou até chegar ao que temos. Os meios foram se aprimorando e atingindo a nichos de público diferentes. Poderíamos até dizer que um é a evolução do outro, mas ao mesmo tempo peças de um quebra-cabeças que se completam.
O jornal concretiza a notícia que antes só se sabia por boatos. O rádio transmite suas informações para inúmeras famílias que se reúnem na sala. A televisão apresenta aos seus telespectadores o áudio e a imagem, impressionando a todos ainda mais com surgimento da imagem colorida. E assim, chega-se à Internet, o meio que reúne todos em um só. Todavia, como fica cada mídia neste contexto?
Devemos admitir que o jornal impresso possui vantagens que a Web ainda não cobre satisfatoriamente, pois proporciona sensações inadequadas à tecnologia de ponta do meio. Prova disso é a necessidade, que a maioria das pessoas ainda tem, de ler textos em frente ao computador, levando-os a optar pela impressão de seus arquivos DOC ou PDF, por exemplo. A economia de folhas e tinta não se compara à sensação de carregar a informação nas mãos, torná-la algo tangível.
Da mesma forma, é preciso reconhecer o poder de atualização e dinamicidade dos portais de notícias online frente aos impressos. Através de hiperlinks nas próprias reportagens é possível acessar a outras informações relevantes ao fato de que se tem interesse. Fóruns de discussão, enquetes virtuais, consulta a bancos de dados com arquivos das edições passadas, seleção via RSS do que se deseja receber sobre determinados assuntos e a possibilidade de interação direta com o autor são alguns recursos só adquiridos após o uso da Web no cotidiano da sociedade. Os portais de notícias online G1 e FolhaOnline são bons exemplos de jornais adaptados para a Web que ganharam maior interatividade.
O usuário passou a não ser receptor somente, mas também criador de outras mensagens que podem agregar ou não informações relevantes ao texto. Pode até mesmo criar seus próprios textos, sem a necessidade de formação específica para tal, tendo os custos de publicação e distribuição drasticamente reduzidos.

Já o rádio entra na era digital promovendo o contato mais direto com os ouvintes e tendo sua amplitude globalizada. Ao ouvinte inúmeros recursos são disponibilizados, principalmente pelos sites das emissoras de rádio. Elas oferecem espaço para manifestação, bate-papos entre os próprios ouvintes, acesso à programação, transmissão ao vivo para qualquer lugar, blogs com o perfil da rádio e seus radialistas, informações gerais sobre temas discutidos e o próprio funcionamento, vídeos de bastidores, entre outros.
A Web digitaliza essa mídia radiofônica mostrando o que tem por trás do som, possibilitando que o ouvinte e/ou internauta explore ao máximo o que a rádio tem a oferecer. Pode, a princípio, parecer uma “competição desleal” entre os meios, porém o que se vê é que a Web tem atingido o seu auge e o rádio permanece, pois há ainda alguns locais em que é insubstituível.
Dando continuidade à evolução, atire a primeira pedra quem nunca reclamou da programação aberta da televisão. Se pudéssemos fazer nossas próprias escolhas quanto ao conteúdo, o interesse por ele certamente seria maior. Talvez com o progresso da televisão digital as coisas tomem rumos um pouco diferentes, mas enquanto isso a Web vem tomando a ponta dessa corrida.
Mesmo não sendo assinante de nenhum canal específico, o internauta sente-se acomodado por diversos portais de vídeo que não exigem contribuição financeira dos espectadores e investem em publicidade não diretamente na gravação, mas sim no conteúdo do próprio site em áreas destinadas para tal. Não temos, portanto, comerciais atrasando a programação. Assiste-se ao que se quer, elimina-se o que se repudia: a maior vantagem dos vídeos online em comparação à TV.
Cresce ainda mais, a partir do momento em que os próprios usuários passam a fazer parte do “conteúdo”, da “programação” da Web, através das suas publicações como vídeos, fotos, textos, etc. É neste contexto que ela ganha espaço, uma vez que se difere dos outros meios por permitir que as pessoas escrevam, com ela, a sua história. Como exemplos de toda essa abrangência podemos citar os portais, como Terra e UOL, que oferecem conteúdo em todos os formatos, além dos blogs que têm ferramentas que disponibilizam os mesmos recursos, dependendo somente da vontade do usuário.
Refletindo sobre todos esses pontos, chega o momento de analisar uma intrigante questão: a Internet tornou-se um complemento às mídias digitais ou uma ameaça a elas? Até o momento, o que se percebe é que esses meios ganharam um destaque próprio na Web, uma vez que os mesmos passam a ter maior interatividade dentro e fora da Web. A participação é um ponto-chave para que qualquer meio continue existindo, pois a essência da comunicação é justamente a interação entre as pessoas. A Internet pode, sim, criar necessidades que antes não existiam. Atualmente queremos e exigimos tudo extremamente atualizado, exploramos ao máximo todas as possibilidades e desvalorizamos, de certa forma, determinados recursos históricos, mas ainda assim, traz suas vantagens.
Dizer que em um futuro próximo todas as mídias só existirão de forma digitalizada seria um equívoco. Nem toda a população é usuária ativa da Web, pois grande parte ainda usa os meios tradicionais como fonte de lazer e informação. No entanto, nossa entrada “de cabeça” na Era Digital, isso sim, é uma realidade.
Daniel R. Bohn e Gabriela Steigleder.
Notícia adaptada ao rádio – Final da Copa de 1950 17/06/2008
Posted by danielbohn in História das Mídias.Tags: 1950, brasil, copa, maracanã, uruguai
add a comment

“Essa é a finalíssima da Copa do Mundo de 1950, senhores. O Brasil conseguiu a vantagem, mas os uruguaios empataram.
Agora, Julio Perez no campo uruguaio toca para Gigghia. Gigghia devolveu a Julio Perez, que dá em profundidade ao ponteiro direito. Corre Gigghia! Aproxima-se do gol do Brasil e atira! Gol! Goool do Uruguai… Gigghia. Um para os brasileiros, dois para o time uruguaio.
Termina o jogo com a vitória do Uruguai. Uruguaios campeões mundiais de futebol de 1950, título já consagrado em seu país no ano de 1930. Deságua em lágrimas o Maracanã.”
Ouça minha narração AQUI ;-D
*Trabalho para a cadeira de História das Mídias.
Repercussão do Caso Isabella na Mídia 17/06/2008
Posted by danielbohn in História das Mídias.Tags: caso, isabella, mídia
add a comment
É bem verdade que muitos crimes, até mais cruéis que este, não sofrem uma repercussão tão intensa na mídia.
Fortes imagens e depoimentos emocionantes sempre foram vinculados ao caso Isabella, possibilitando um grande impacto e abalando a população em geral.
Os carros da família passam ao som dos gritos de “assassinos” e cartazes são postos o tempo todo nas proximidades da residência dos acusados. Isso demonstra claramente que a massa foi atingida pela televisão de tal forma que a emoção anulou o fator racional.
A todo o momento surgem novas informações nos portais de notícias. Alguns criam vídeos no YouTube, pessoas que nunca viram a criança, mas que se identificam com o caso.
Outros parecem querer se aproveitar da situação. Já foram veiculadas na imprensa músicas de cantores conhecidos fazendo referência à menina. Famosos também aparecem oferecendo solidariedade a mãe, Ana Carolina de Oliveira.
Para História das Mídias, Daniel Bohn.
*Texto para a cadeira de História das Mídias.
O Jornal O Fato do Vale e sua Tecnologia de Impressão 28/03/2008
Posted by danielbohn in História das Mídias.Tags: campo bom, jornal, o fato do vale
add a comment
Tudo iniciou em 1975, quando Flávio Fischer, Reme Blos, Paulo Pereira e Karl Kopittke (este já com passagem por jornais de Porto Alegre), resolveram criar um novo periódico com no Vale, com matérias cobrindo as cidades de Sapiranga e Campo Bom. Os diretores ficaram pouco mais de três anos no comando do jornal, passando-o para as mãos de Ubiratan dos Santos, que o dirigiu até 31 de agosto de 1979. Em 1º de setembro de 1979, assumiu a direção do Jornal O Fato, o jornalista Joelci Luiz Mello, que veio para Campo Bom a convite do então prefeito Nestor Fips Schneider.
Estava previsto que o periódico não iria mais circular por problemas financeiros, mas foi dada a volta por cima. Com a nova direção, passou-se a editar um jornal totalmente voltado para os interesses comunitários, apenas com notícias que envolvessem a cidade de Campo Bom. Esta, uma determinação seguida ainda hoje. Os atuais diretores do jornal O Fato são Evanir Eloísa Martini, na área comercial, e Joelci Luiz Mello na área de jornalismo. A sede, inicialmente na Rua Carlos Cerino Feltes, hoje está localizada na Rua dos Andradas, 203, centro de Campo Bom.
Ao longo dos anos o jornal passou por várias modificações. No início, toda a montagem, confecção dos fotolitos e impressão eram terceirizados. Somente as matérias e reportagens eram formuladas pelos funcionários, que as enviavam para uma empresa responsável pelas próximas etapas. Em 1987 foram adquiridos equipamentos para edição e composição de fotolitos, o que proporcionou maior qualidade gráfica ao periódico. Em janeiro de 1998 uma inovação agradou assinantes e anunciantes: surgiu a impressão colorida na capa e contracapa. Hoje, com a evolução e informatização do sistema de trabalho, somente a impressão é realizada por uma gráfica instalada em Caxias do Sul.
O Fato possui uma largura de página de 26 cm, altura de 36 cm e 6 colunas de 4 cm. Os arquivos são impressos em uma resolução de 200 dpi’s.
A tiragem atual é de cinco mil exemplares, sendo que 90% da circulação é feita pelo sistema de assinatura e pelo convênio com empresas locais. Os 10% restantes são oferecidos à venda em supermercados e bancas, ao custo de R$1,20. Os assinantes recebem o periódico em suas casas, todas as sextas-feiras.
É curioso pensar que a cento e poucos anos atrás não era possível sequer reproduzir uma fotografia por impressão. Um jornal com uma demanda tão baixa e um raio de cobertura tão pequeno, capaz de organizar-se sozinho para emitir um produto de qualidade comparável à de grandes agências era impensável. Quê se dirá, então, dos outros meios de comunicação… Mesmo que não se utilize de ferramentas de ponta, O Fato do Vale não deixa o seu público a desejar. Só mesmo a tecnologia crescente do ramo da comunicação para permitir esse fenômeno.
Acredito que o semanário estudado adota uma tecnologia compatível com sua demanda e com seus objetivos, pois possui um sistema que permite a edição, montagem e confecção do fotolito na própria empresa, necessitando de serviços terceirizados somente para a impressão, além de sua tiragem ser pequena. Seu layout e conteúdo cobrem as necessidades do público alvo principal, na sua maioria pessoas das classes B e C, empregados de fábricas da região. Para um conhecimento mais aprofundado dos acontecimentos no estado, a população recorre a jornais mais populares, tais como Jornal NH, Correio do Povo, Diário Gaúcho e Zero Hora.
Do papel à impressão… 06/03/2008
Posted by danielbohn in História das Mídias.Tags: china, impressão, papel
add a comment
